Lançamento de antologia de Manuel Alegre.

“Lisboa precisa de seis anos para recuperar dos desastres governativos”.

José Sá Fernandes, vereador do Bloco de Esquerda na câmara de Lisboa diz-se orgulhoso pelo facto de o Plano Verde estar aprovado, optimista em relação ao futuro da cidade, acha, no entanto, que são precisos seis anos para Lisboa recuperar do desastre provocado nos últimos anos pelas maiorias do PSD na Câmara Municipal. Em entrevista ao Correio da Manhã, para ler aqui.

Torres eólicas em plena Lisboa

Já imaginou a cidade das sete colinas povoada por turbinas com a altura de quatro andares? Podem ficar junto ao rio (Praça Sony ou Museu da Electricidade) ou em pontos mais elevados (jardim Amália Rodrigues, no topo do parque Eduardo VII, ou Parque da Belavista).

A lista de locais consta da proposta que o vereador do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa (CML), José Sá Fernandes, tem em mãos. Ao todo, serão 25 torres eólicas para instalar na cidade, quase todas em espaços da autarquia (ver texto relacionado). A oposição, maioritária, critica fortemente a iniciativa. Este vento contrário estará mesmo na base de um duplo recuo.

A proposta foi agendada para a sessão (pública) da semana passada (dia 27). Acabou por ser adiada, chegando a estar prevista para a próxima quarta-feira. No entanto, viria a ser novamente retirada, “para se procederem a alterações”, explica fonte do gabinete do vereador do Bloco de Esquerda. Entre outros pontos, está em análise a “localização específica” de cada turbina e “a ser acautelada a questão do ruído”. Na esfera do espaço público, o dossiê é articulado com o vereador Marcos Perestrello. “Na melhor das hipóteses”, o assunto só será debatido no dia 26 de Março.

A ‘Wind Parade Lisboa 2008’ é o evento que traz a Lisboa as torres eólicas. Decorrerá entre 15 de Junho a 31 de Dezembro. Antes, terá de ser assinado um protocolo entre a CML e outras entidades. O projecto insere-se numa “estratégia transversal de eficiência energética”. Trata-se da “microprodução de electricidade em baixa tensão”, igualmente designada “microgeração”, lê-se na proposta.

Para Sá Fernandes, o projecto “não constitui despesa para o município”. A ideia dos promotores é doarem as turbinas à autarquia, “sem quaisquer ónus ou encargos”. A CML poderia utilizar a energia para consumo próprio ou para injectar na rede eléctrica.

A reacção da oposição é ciclónica. Carmona Rodrigues acha “bizarro”. “Não conheço nenhum outro caso de ventoínhas de produção eléctrica no meio de uma cidade”.

Para o ex-presidente, “ter em permanência 25 torres é uma coisa horrorosa”. Além do mais, explica Carmona Rodrigues – doutorado em Engenharia do Ambiente -, “o que se pretende produzir é uma ninharia”: “0,002% da energia consumida nos edifícios de Lisboa”. Para Carmona, “com a substituição de 1500 lâmpadas de 60 watts por lâmpadas de 20 watts de baixo consumo consegue-se uma poupança superior à produção conseguida com as 25 turbinas”.

O PCP também coloca uma forte barreira. Para os vereadores comunistas, impõe-se um processo de avaliação de impacto ambiental. Como justificação, além do número de turbinas, o PCP salienta o facto de elas se inserirem em “zonas de forte densidade demográfica” e “em paisagens importantes do ponto de vista histórico, cultural, ou arqueológico”.

O PCP identifica outro problema: o barulho. Nas condições descritas, o ruído será “superior aos máximos legais previstos para as zonas sensíveis”, tanto de dia como de noite. E ultrapassará igualmente “o máximo legal nocturno em zonas mistas”.

O “impacto sonoro elevado” é também uma preocupação de Helena Roseta, superior até ao “grande impacto visual”. Para a vereadora, a iniciativa “não tem qualquer sustentação. Nem as localizações das torres estão correctas, nem os objectivos estão definidos, nem nós podemos imaginar Lisboa semeada por moinhos de vento”.

Igualmente arquitecta, mas do PSD, Margarida Saavedra aponta a inexistência de um “estudo de enquadramento urbanístico”. Falta também “uma estimativa de custo-benefício” para a cidade. No resto, sobre a versão da proposta a que teve acesso, a vereadora social-democrata garante um chumbo.

Neste avanço e recuo do projecto de deliberação (actualmente em reformulação), Margarida Saavedra coloca António Costa no papel de catavento. “Quando os partidos da oposição apresentam uma proposta, o senhor presidente da Câmara não a agenda enquanto não a passa a pente fino. Neste caso, ou a proposta estava mal feita e foi corrigida, ou então encontrava-se distraído. Mas não se pode ser muito benevolente com o Executivo e severo com a oposição”.

O silvo desta polémica alfacinha ultrapassa a Câmara e as animadas tertúlias que se adivinham. Ele chega também aos morcegos. É o PCP que chama a atenção para “os efeitos das turbinas eólicas na vida animal”, especialmente entre aqueles mamíferos voadores, “espécies quase todas sob protecção legal”.

A velocidade das pás a um máximo de 325 rpm (rotações por minuto) provoca tal ruído que desnorteia o sistema de orientação do animal. Em alguns casos estudados, deu-se o “completo desaparecimento” da espécie. Segundo os comunistas, existem colónias de morcegos em quase metade dos locais onde se poderão ouvir as hélices.

Mesmo antes da proposta estar pronta para discussão formal, com a barragem de críticas que já saiu a terreiro, José Sá Fernandes terá muita dificuldade em levar a água ao seu moinho.

CONTADOR  

10,2 É a altura, em metros, do mastro. O diâmetro do rotor mede 3,7 m (cada pá tem cerca de 1,8m)

5,5 É a estimativa para a velocidade média do vento (m/s). Ou seja, 19,8 kms/h

4800 É a produção máxima, em quilowatts/hora/ano, prevista para cada turbina

NOVAS PAISAGENS  

O protocolo anexo à proposta inicial listava os locais onde ficariam instaladas as turbinas. Ao todo, eram 22, pois num deles ficariam quatro torres. A localização específica de cada turbina é um dos pontos que está a ser reapreciado. A avaliação, pelos serviços técnicos da Câmara, poderá determinar, num caso ou noutro, o abandono do ponto inicial.m previstas quatro turbinas.

Os locais referidos são os seguintes: Espaço Monsanto; Jardim Amália Rodrigues; Parque Recreativo dos Moinhos de Santana; Parque Recreativo do Alto da Serafina; Parque Recreativo do Alvito; Parque da Bela Vista; Parque Oeste; Parque da Quinta das Conchas; Quinta Pedagógica; Instalaçãoes da CML na avenida da Índia/Alcântara; na avenida Infante D. Henrique/Olivais; Laboratório de Bromatologia (2ª Circular); Posto de Limpeza de Telheiras; Quinta Conde d’Arcos/OLivais; Quinta da Fonte/Radial de Benfica; Piscinas Municipais dos Olivais; Piscina Municipal Boavista; Polícia Municipal/Avenida Gulbenkian; Serviços Sociais da CML (Av. Afonso Costa); Infantário na Rua Casal Ventoso; Praça Sony; Museu da Electricidade.m previstas quatro turbinas.

Com excepção dos três últimos locais, os restantes correspondem a espaços camarários. Para o Laboratório de Bromatologia estavam previstas quatro turbinas.



*Versão integral do texto publicado na edição do Expresso de 8 de Março de 2008, 1.º Caderno, página 22.

Lisboa fica fora da edição especial do Monopólio.

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Livro sobre as colectividades da freguesia da Graça.

No dia 29 de Fevereiro foi lançado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o 2º volume de uma colecção de livros dedicada às Colectividades de Lisboa. Nele se relata a história e o percurso das colectividades que existem ou já tiveram sede na Freguesia da Graça, desde a sua fundação até à presente data. O livro, é editado pela Câmara Municipal de Lisboa, com o patrocínio da Carris e Delta Cafés, e tem a autoria de Maria João Figueiroa Rego.

A história das igrejas da Baixa lisboeta

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Fonte: SIC

Aqueduto das Águas Livres reabriu ao público

Com a conclusão das obras de recuperação a que foi sujeito, o Aqueduto das Águas Livres reabre amanhã com várias iniciativas. Depois do levantamento das condições da estrutura, feito pela EPAL, em parceria com o Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico (IGESPAR), foram detectados locais que deveriam sofrer intervenções de reparação. Assim, desde o Verão de 2007, que o histórico monumento tem vindo a ser recuperado, operação cuja primeira fase terminou agora.

Para a reabertura amanhã, está marcado o passeio “A Rainha refresca-se – na pista do Barroco”. Num percurso que começa nas Rua das Amoreiras, às 10h e termina no reservatório da Mãe d´Água, os visitantes pode-rão observar de perto um dos mais importantes monumentos nacionais e marcos na história da cidade de Lisboa.

Poderá ainda saber-se mais sobre o Aqueduto, que forneceu água aos habitantes da capital durante centenas de anos e que tem vindo a tentar uma candidatura a Património da Humanidade – até agora sem sucesso.

Intervenções não terminam
Com um custo estimado em cerca de 150 mil euros, suportados pela empresa responsável pela gestão do monumento, a EPAL, esta foi uma intervenção essencialmente de correcção. Para mais tarde projecta-se uma segunda fase de obras que serão mais complexas e que implicarão custos na ordem dos milhões de euros.

A complexidade das intervenções prende-se, entre outros factores, com a necessidade de reparar o exterior da ponte de pedra, o que implicará a instala-ção de uma estrutura suspensa.

O Aqueduto das Águas Livres foi mandado construir em 1731 por D. João V com o objectivo de abastecer a cidade de Lisboa – papel que cumpriu até aos anos 60. É constituído por 35 arcos e estende-se por mais de 941 metros.

Fonte: Destak