É dose!.

Final do mês. Momento fatídico em que, invariavelmente, se impõe tirar um tempinho para deitar contas em vida e resolver o quebra-cabeças de sempre: encontrar um jeito de organizar o ordenado e pagar as contas. Entre subtrações e ‘repartições’, leio no jornal:

Cada agregado familiar residente em Lisboa desembolsou, em média, 4.540 euros de IRS em 2006. A Capital é a zona do país onde mais rendimentos foram sujeitos a tributação, logo seguida de perto por Oeiras, Cascais, Porto e Coimbra.
Na cidade de Lisboa, onde foram entregues 274 mil declarações de IRS, pagou-se 1,245 mil milhões de euros de imposto (uma média de 4.540 euros por declaração), quando, na ponta oposta da tabela, em Mesão Frio (distrito de Vila Real), os 2.205 agregados que reportaram rendimentos ao Fisco, suportaram, em média, 420 euros de IRS cada um.

in Jornal de Negócios

… É para se ter uma ideia do quanto é penalizador viver na Capital!…

Mais!… segundo o jornal:

Os 18 municípios que compõem a área metropolitana de Lisboa esclareceram a semana passada que não vão usar da faculdade prevista na nova Lei das Finanças Locais (LFL), e que lhes permite devolver 5% de IRS aos residentes, ficando, assim, com a totalidade das transferências do Estado Central, em 2008, para si.
Se António Costa [presidente da Câmara Municipal de Lisboa] tivesse resolvido devolver esses 5% (coisa que já disse que não faria), cada contribuinte teria, em 2008, um desconto médio na conta do IRS na ordem dos 227 euros. Em Oeiras, a poupança média seria de 210 euros e em Cascais de 200 euros.

É dose saber que, além de estarmos a ser tributados acima do ratio que é justo para as nossas posses e rendimentos, se o Presidente da Câmara quisesse, cada um de nós poderia pagar menos 227 euros ao Estado. A autarquia não abre mão de um dinheiro que considera fazer-lhe falta, apesar de ter essa possibilidade, mas nós temos que abrir mão dele, mesmo nos fazendo tanta falta, por não termos outra possibilidade. Se esse montante faz diferença no orçamento da Autarquia, imagina a falta que faz no nosso, simples cidadãos sem mais nenhuma fonte de receita que não seja o nosso trabalho e ordenado!…

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